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                              " Soneto - Manuel José Othon  "
                                                          
(mexicano - 1858-1906)


É o meu adeus! Adiante vais, austera,
pelas planícies que o calor escalda,
por teus cabelos soltos reverbera
a luz - a maldição que se desfralda!

Em minhas vãs angustias... Que me espera?
Ao longe, és como fúnebre grinalda
numa desolação de primavera,
numa funda tristeza, de esmeralda.

O terremoto humano, num momento,
destruiu meu coração - oh ruína estranha!
Maldito seja, pois, o pensamento!

Ainda te avisto, dolorosamente...
Sigo teu vulto, como se acompanha
o que foge e se afasta eternamente...


( Soneto traduzido - JG de Araujo Jorge 
in " Tempo Será " 1a edição -  1986  )


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