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" Soneto - Edmond Spenser
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( inglês - 1552-1599 )
Sobre a areia escrevi seu nome um dia
mas o mar o levou; a mesma empresa
volto a tentar, insisto - todavia
as ondas tudo apagam com presteza.
E ela me disse: tudo é vão e passa.
Nunca eternizarás o que é mortal.
E eu passarei também, tal como a escassa
pegada de meu nome, desigual.
Nao! protestei. - Só o vil é que perece!
Tu sobreviverás, nem tudo some.
Em teu louvor meu verso se engrandece
e em altos céus há de gravar teu nome.
E na terra, até a morte, em sonho e lida,
viverá nosso amor com a nossa vida.
( Soneto traduzido - JG de Araujo Jorge
in " Tempo Será " 1a edição - 1986 )
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