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" Que Hei de Fazer ? "
Por certo havia rastros e pegadas
pelos caminhos onde me perdi,
e colhi rosas brancas e encarnadas
que se despetalaram por aí.
Quantos tudos julguei, que foram nadas,
quanto amor batizei que não senti,
- até o momento em que as encruzilhadas
se desencruzilharam - rumo a ti.
Que hei de fazer? Farei tudo que possa
para que aceites a felicidade
que depende de ti para ser nossa...
Pode ser tudo estranho e paradoxal;
julgas que foste a última, e em verdade
foste a primeira e única afinal.
( Soneto de J. G. de Araujo
Jorge
in " Tempo Será " 1a edição - 1986 )
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