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" Post Umbra "
Maria
Olímpia de Obaldía
(panamenha,
contemporânea)
Meu coração o teu já pressentia,
minha alma te buscava desde outrora,
e te esperava ao despertar da aurora
e te chamava quando o sol morria.
E tua alma chegou, oh! que alegria!
E no barco do amor, tal como agora,
nossas almas seguiram mar afora
até uma ilha de sonho e de poesia,
ilha em que o sol sorri, bela e florida,
e aí hão de viver por toda a vida,
ainda que a morte cruel de ti me aparte,
pois ao te ver chorar minha partida,
numa estrela minha alma convertida,
por escalas de luz vira beijar-te!
( Soneto traduzido - JG de Araujo Jorge
in " Tempo Será " 1a edição - 1986 )
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