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" No Baile e No Templo  "
                                    
  Francisco Sosa
                                                          (mexicano, contemporâneo)



Num baile alegre, numa festa louca,
ontem te vi: a mais bela a querida,
tua beleza era uma flor de vida,
um ninho de sorrisos tua boca!

Hoje te cobres com uma negra touca
e de humilde percal estas vestida,
na tua boca lívida e esquecida
não mais, como o champanhe, o riso espouca!

E por que te olho assim? Por que até o templo,
que é a casa do Senhor, hoje caminhas
para molhar os dedos no lavabo?

Em vez de seres da piedade o exemplo
provas talvez que dás - se te avizinhas
os ossos ao Senhor, a carne ao Diabo.


( Soneto traduzido - JG de Araujo Jorge 
in " Tempo Será " 1a edição -  1986  )


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