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"
Supremo Orgulho "


  Nunca soube pedir...Nunca soube implorar...
Nasci, tendo este orgulho em minha lama irriquieta,
- há  um brilho que incendeia o meu altivo olhar
de crente superior... de indiferente asceta...

Minha fronte, jamais, eu soube curvar
na atitude servil de uma existência abjeta...
Ninguém é mais que eu!... Ninguém... e este meu ar
de orgulho, vem da glória imensa de ser poeta...

Sou pobre - mas riqueza alguma há igul à minha,
- a mulher que eu amar terá a glória suprema
de um dia se sentir maior que uma rainha....

Terá a glória de saber o seu nome
perpetuado por mim nas estrofes de um poema,
desses que a História guarda e o Tempo não consome !


(Soneto  de JG de Araujo Jorge - coletânea -
"Meus Sonetos de Amor " 1a edição1961 )


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