biblioteca.gif (1131 bytes)

*****************************************

" Na Praça "

Poeta
e político
estou na praça
e a voz levanto ...

A praça
tira a mordaça
do meu canto.

É o povo!
Onda revolta
num mar em torno, ao redor,
que se encapela e alteia ...
Os poemas são o vento
que agita as ondas
contra os rochedos
    e sobre a areia.

A praça é o povo,
seu universo
sua fronteira
sua nação,
onde desfraldo meu verso:
bandeira
de libertação.

A praça é a rinha.
A  poesia o palanque.
O poema o discurso
num grito de guerra
ou de paz,
que semeia esperanças
e encaminha
os que ficam pra trás ...

O que faz
E não leva,
o que planta
e não colhe,
o que constrói
e não habita,
o que trabalha
e não recebe,
o que produz
e não consome,
o que cria a fartura
e não come,
o. que enfrenta a vida dura
e morre de fome.

Poeta e político
estou na praça
vou cumprindo
na raça
minha missão ...
Dou letra ao povo
para seu hino,
e para a sua caminhada:
- a direção.

( Poesia de J. G. de Araujo Jorge
in " O Poeta Na Praça" - 1981)

*****************************************

Home