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Liberdade "
                                ( A Galdino do Vale Filho - 1941)
   


A liberdade é o meu clarim de guerra
      e eu sou, no meu viver amplo e sem véus,
- como os caminhos soltos pela terra!
- como os pássaros livres pelos céus.

Ela é o sol dos caminhos ! Ela é o ar
        que os enche os pulmões! É o movimento!
  Traz num corpo irrequieto como o mar
       uma alma errante e boêmia como o vento !

        Minha crença, meu Deus, minha bandeira !
Razão mesma de ser do meu destino !  
- Há de ser a palavra derradeira        
               que há de aflorar-me aos lábios como um hino !

Liberdade ! Alavanca de montanhas !
Aureolada de louros ou de espinhos   
     há de cingir-me a fronte nas campanhas!
- há de ferir-me os pés pelos caminhos!

Sinto-a viva em meu sangue palpitando
seja utopia ou seja ideal, - que importa?
- quero viver por esse ideal lutando !     
- quero morrer, - se essa utopia é morta!



(Poema de JG de Araujo Jorge  do livro
" O Poeta Na Praça " 1a edição1981 )


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