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Lágrima Refém "


Não era o sal da humildade
o ódio a fez brotar
desceu pela garganta.

Não houve lenço. Ardeu um segundo, como um meteoro,
queimou como um ferro aceso
na carne impotente.

Diante do pelotão, evaporou-se.
Este ar salgado que respiramos, não vem do mar,
vem de longe.

Não era um meteoro, era uma estrela
fixa:
continua a cintilar, nós a seguiremos.

  ( Poema de J. G.  de Araujo Jorge 
in " O Poeta Na Praça"   - 1981 )


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