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 "
Fascismo "


Salto no vácuo, vôo cego,
esmigalhaste milhões com teu impulso.

Tua presença anticatalítica, antifraterna
impediria a grande comunhão.

Tua existência é fatal como o fogo na biblioteca
como a enchente na plantação.

Sairás como a pedra para que haja o túnel
sairás como a mordaça para que haja cantos.

Em vão lançaste âncoras, raízes, amarras,
as juventudes serão reconstruídas
começaremos na base.

Não tentes persistir. Abriremos as sombras meio a meio,
o radar te morderá os calcanhares,
ficarás nu no holofote, antes do fogo,
se preciso, te arrancaremos com as mãos, como erva daninha.
Nunca mais as culturas ficarão sem sol!


  ( Poema de J. G.  de Araujo Jorge 
in " O Poeta Na Praça"   - 1981 )


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