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"O Eterno Triângulo... "

01
Aos meus ciúmes doentios
Tu me disseste ainda nua:
- De olhos abertos sou dele!
De olhos fechados, sou tua!
02
Ciúme tolo, policial,
Tão pretensioso, irritante,
Se eras casada... e afinal
Eu era apenas... amante...
03
Esquece, amor, meus pecados,
tu me disseste a sorrir,
se nos meus olhos cerrados
só tu me podes possuir
04
E eis a suprema ironia
Ao meu coração ferido:
- tu foste trair-me um dia,
Mas, com quem? - com teu marido...
05
Confessas sendo mulher,
(mas só de pensar me humilho)
- que o filho que ele te der
em pensamento é meu filho!
06
(Ó Amor, como desandas!)
Ontem, ciúmes... mil espreitas...
Hoje, nem sei onde andas,
Nem em que cama te deitas...

 ( Poema de JG de Araujo Jorge do livro
- Antologia Poética Vol. II - 1a ed. 1978 )



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