
![]()
*****************************************
" Imortalidade "
Não adianta encostar meu verso na parede
para fuzilá-lo.
Eu dobrarei os joelhos. Haverá uma líquida flor vermelha.
Sim, minha camisa se tingirá.
Minha face será pálida.
Mas meu verso ficará de pé.
A policia fugirá, os prepotentes fugirão, fugirão os burgueses,
que eles ainda acreditam em milagres
e terão medo.
Mas meu verso ficara de pé.
Não será milagre. Meu verso não está mais em mim
não sou eu
está no povo
e o povo se multiplicará mesmo caindo
e ficará sempre de pé, mesmo que os fuzis detonem
e os joelhos se dobrem...
( Poema de JG de Araujo Jorge do livro
- Antologia Poética Vol. II - 1a ed. 1978 )
*****************************************