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" Resposta ao Poeta Itabirano
"
(De um pronunciamento na Câmara dos
Deputados por ocasião do 50.º aniversário
de sua atividade literária)
À Carlos Drummond de Andrade
Sim, triste, orgulhoso, de ferro,
em sua poesia; entre tímido e terno
em seu próprio embaraço;
mas ferro que não enferruja
que o tempo desafia com um brilho eterno
de aço.
É triste, mas com uma tristeza mansa,
contida,
sem razão,
que envolve como uma nuvem, um xale, uma lembrança
querida
e torna menos frio o nosso mundo
e menos só a nossa solidão.
É orgulhoso, talvez, um orgulho guardado
humilde, com medo de se mostrar,
mas que todo se derrama em palavras, tornando
poesia,
e desabrocha puro - que alegria!
como uma flor no ar.
O resto, Poeta, é o tempo, impassível moinho
que em sua mó (parece mentira)
tudo mói! ,
E diante dela, a vida, uma outra fotografia de
Itabira
na parede.
Tem razão:
como dói!
( Poema de J. G. de Araujo Jorge
do livro - Antologia
Poética - 1978 )
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