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Maquis "

                                                   (Aos que ontem, e aos que hoje ainda, na 
                                                 França, ou em qualquer parte do mundo
                                                  lutam contra as mais diversas formas de
opressão)



Quando a morte chegou com seu hálito ardente
secando a terra, e enchendo a terra de terror
no recesso dos chãos, vigilante e impotente,
enterraste contigo o teu ódio criador!

Lá em cima, era o inimigo... o bárbaro invasor...
a massacrar teu poco impiedosamente!
E tu, vivo, a sofrer, como a raiz que sente
o golpe que mutila  e mata a flor!

A flor da liberdade em mil golpes ferida
renascendo ao milagre da força e da vida
e a se multiplicar, - primavera de horror!

Desafiando imortal a fúria e a prepotência
a ensangüentar, florindo, os chãos da "resistência"
do "humus" do ódio gerando as árvores do amor!



  ( Poema de J. G. de Araujo Jorge
            do livro - Antologia Poética - 1978 )


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