
Sofrer
por sofrer
Parti. Quis te deixar abandonada às lembranças do amor que nos prendeu. Trouxe comigo, na alma torturada, um ciúme atroz ciumentamente meu...
Fugi... fuga cruel, desesperada, quando supus que nosso amor morreu... Fuga inútil, se ainda és a minha amada, se continuo inteiramente seu!
Não, não me livro deste amor nefasto, nem dessa angústia, dessa luta, desse ciúme que aumenta quanto mais me afasto...
E hoje concluí, fugindo de meus passos, que sofrer por sofrer, antes sofresse como sempre sofri... mas nos teus braços!
( Poema
de JG de Araujo Jorge extraído do livro Festa de Imagens - 1948 ) 
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