
Teus
seios
Teus seios... quando os sinto, quando os beijo na ânsia febril de amante incontentado, são pólos recebendo o meu desejo, nos momentos sublimes de pecado... E às manhãs... quando acaso, entre lençóis das roupagens do leito, saltam nus, lembram, não sei, dois lindos girassóis fugindo à sombra e procurando a luz!... Florações róseas de uma carne em flor que se ostenta a tremer em dois botões na primavera ardente de um amor que vive para as nossas sensações... Túmidos... cheios... palpitantes, como dois bagos do teu corpo de sereia, tem um rubro botão em cada pomo como duas cerejas sobre a areia... Quando os tenho nas mãos... Quantas delícias!... Arrepiam-se, trêmulos , sensuais, e ao contato nervoso das carícias tocam-me o peito como dois punhais!... Meu lúbrico prazer sempre consolo na carne destas ondas revoltadas, que são como taças emborcadas no moreno inebriante do teu colo... (Poemas de J. G. de Araujo Jorge, extraídos do livro Poemas do Amor Ardente - 1961) 
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