
Esperança
Não! A gente não morre quando quer, Inda quando as tristezas nos consomem. Há sempre luz no olhar de uma mulher E sangue oculto na intenção de um homem. Mesmo que o tempo seja apenas dor E da desilusão se fique prisioneiro. Vai-se um amor? Depois vem outro amor Talvez maior do que o primeiro. Sonho que se afogou na baixa-mar, De novo há de erguer, cheio de fé, Que mesmo sem ninguém o suspeitar, Volta a encher a maré. Não penses que jamais hás de achar fundo Nem que entre as tuas mãos não terás outra mão. Pode a vida matar o sonho e o sol e o mundo, Mas não nos mata o coração. (Poesia de Maria Helena, extraído do livro Concerto a 4 mãos - de JG de Araujo Jorge - 1959 ) 
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