
Trovas
de ciúmes
"Dosado", o ciúme é tempero que à afeição da mais sabor... Mas, levado ao exagero, é o pior veneno do amor...
Cão de guarda, ameaçador, a rosnar, furioso e cego eis afinal, meu amor, este ciúme que carrego...
Do amor e da desconfiança infeliz casal sem lar, nasceu o ciúme, - essa criança tão difícil de educar...
Perigoso, onipotente, verdadeiro ditador... o ciúme é um cego, doente, ou um doente, cego de amor?
Eis como o ciúme defino: mal que faz mal sem alarde corte de alma, muito fino, que não se vê... mas como arde!
O ciúme, desajustado, por louco amor concebido, era uma amante, (coitado) a padecer... de marido!" ( JG. de Araujo Jorge do livro "Trevo de Quatro Versos" 1a ed. 1964 )

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