
Bom
dia, amigo Sol
Bom dia, amigo Sol! A casa é tua! As bandas da janela abre e escancara, - deixa que entre a manhã sonora e clara que anda lá fora alegre pela rua!
Entre! Vem surpreendê-la quase nua, doura-lhe as formas de beleza rara... Na intimidade em que a deixei, repara Que a sua carne é branca como a Lua!
Bom dia, amigo Sol! É esse o meu ninho... Que não repares no seu desalinho nem no ar cheio de sombras, de cansaços...
Entra! Só tu possuis esse direito, - de surpreendê-la, quente dos meus braços, no aconchego feliz do nosso leito!...
( Poema
de JG de Araujo Jorge extraído do livro Eterno Motivo; - Prêmio Raul de Leoni, da Academia Carioca de Letras - 1943 ) 
Que tal enviar esta poesia por e-mail ? Preencha corretamente o quadro abaixo: |