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13 - A SóS. . . ( 1a edição - 1958 ), em 3a edição.
Suas três primeiras edições, se esgotaram em pouco mais de um ano.
Já dissemos sobre ele: é um livro maduro, escrito com aquela força
intensa e aquela contagiante emoção dos grandes líricos universais:
de um Musset, um Stechetti uma Emily Dickinson, um Garcia Lorca,
um Pablo Neruda.
Há na sua mensagem, que às vezes atinge um alto poder de síntese,
algo que se poderia classificar como dramático, acima do lírico e do
romântico, e eterno, em qualquer tempo e estilo. A SóS... é todo um
grande poema de amor, talvez mais belo da poesia brasileira.
Qualquer página lhe dá o sentido profundo, a beleza contagiante,
a trasbordante humanidade de sua mensagem .
Eis a segunda parte de
Razões de Amor... II
Gosto de ti
desesperadamente:
dos teus cabelos de tarde
onde mergulho o rosto,
dos teus olhos de remanso
onde me morro e descanso;
dos teus seios de ambrósias,
brancos manjares trementes
com dois vermelhos morangos
para as minhas alegrias;
de teu ventre - uma enseada
- porto sem cais e sem mar -
branca areia à espera da onda
que em vaivém vai se espraiar;
de teu quadris, instrumento
de tantas curvas, convexo,
de tuas coxas que lembram
as brancas asas do sexo;
- do teu corpo só de alvuras
- das infinitas ternuras
de tuas mãos, que são ninhos
de aconchegos e carinhos,
mãos angorás, que parecem
que só de carícias tecem
esses desejos da gente...
Gosto de ti
desesperadamente;
gosto de ti, toda, inteira
nua, nua, bela, bela,
dos teus cabelos de tarde
aos teus pés de Cinderela,
(há dois pássaros inquietos
em teus pequeninos pés)
- gosto de ti, feiticeira,
tal como tu és...