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"
Reforma "


Não interessam as ruas sujas, o bilhete do suicida,
o turista, o Pão de Açúcar, a goteira,
o chá de caridade, a empregada, o apartamento.

Primeiro loteemos as terras, as terras abandonadas,
toma Joaquim, toma José, toma Fritz, toma, Stanislau.

Expulsaremos a Idade Média dos campos.
Nem haverá meeiros
com a posse do Trabalho.

Ali é a estrada, o hospital, a escola, o cinema, o esporte,
adiante a casa, o arado, a semente, o sol.

E o colono livre.

Depois.  Depois é o sétimo dia.
E no sétimo dia Deus descansou.


( Poema  de J G  de Araujo Jorge
do livro " Mensagem " 1a ed. 1966  )


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