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" Novo Mundo "
Da alta janela
posso ver distante o pouso dos aviões
e em suas asas vislumbro restos de paisagens
esgarçadas pelo vento...
Pedaços de outras cidades, portos que apenas adivinho,
mulheres que me sorririam, e que talvez me amassem,
monumentos, pontes, outras ruas e caminhos
vislumbro aos pedaços, nas asas dos aviões
Enquanto isso, costuro em dez horas regularmente
o meu destino
das 8 às 18 horas...
E, ó ironia! -
leio toda tarde, sobre o edifício em frente
o anuncio luminoso: "Novo Mundo"!
( Poema de JG de Araujo Jorge extraído
do livro " Harpa Submersa " 1a ed. 1952 )
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