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X - GLÓRIA AO TRABALHADOR "


E Friburgo se ergueu sobre os seus próprios pés!

Levantaram-se no ar as altas chaminés
pingando exclamações cinzentas pelo espaço
a provar que há trabalho e que não há cansaço,
escrevendo com a tinta negra da fumaça
sobre o fundo de um céu, transparente, sem jaça
as letras do progresso, a cada novo dia,
em honra da cidade que produz e cria!

Nas frias madrugadas se ouvem nas calçadas
a sonora canção das marchas apressadas
daqueles que, tão cedo, ao trabalho se vão,
para a luta diária à conquista do pão!

E assim cresce ao esforço humilde e extraordinário
do trabalho sem nome de cada operário,
e renovada sempre, sob impulso novo,
ao amor e à vontade de seu próprio povo!

Estira as avenidas macadamizadas,
e se amplia e se expande estendendo as estradas,
aumentando a empurrar montanhas e horizontes,
enquanto algema os rios sob o anel das pontes!

E a abrigar, cada vez mais gente sob as asas,
segue a fundar as novas construções e as casas,
tornando-se afinal, ao conquistar as terras
a maior e a mais bela cidade das serras!

Pelo campo, a escrever outra luta, outra história,
o lavrador prossegue em sua faina inglória,
e a ele, o Município deve, com  certeza,
uma parte bem grande de sua riqueza!

  (  J. G.  de Araujo Jorge   in
    "Canto à Friburgo"   - 1961 )


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