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VI - TERRA PROMETIDA "

"Aqui hei de plantar a semente da vida,
que esta é afinal a terra há muito prometida!
E sulcarei o e chão fecundo, áspero e bruto,
transformando-o em flor, modelando-o em fruto;
abrirei o caminho, além, pela floresta;
usarei a energia das águas em festa,
revoltas e indomáveis pelas corredeiras,
ou saltando a gritar nos tombos das cachoeiras;

e levarei o carro, e lançarei os trilhos,
erguerei minha casa, e criarei meus filhos;
trabalharei com fé a terra virgem, sã,
e saudarei o sol, cada nova manhã,
com a alegria de ter fundado uma cidade
numa terra de amor, de paz e liberdade!

Deixarei para sempre esquecido o passado:
a montanha distante, o "cantão" sossegado
de onde vim, porque aqui, com meus filhos, seguro,
não pertenço ao passado; eu pertenço ao futuro!
Ensinarei o amor da terra, o grande amor
que eleva o coração e ao braço dá vigor
aos meus filhos, que é deles esta terra imensa,
e é minha, sendo deles, só por recompensa"!

  (  J. G.  de Araujo Jorge   in
    "Canto à Friburgo"   - 1961 )


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