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III - O TREM "

Veio mais tarde o trem... Subiu bufando a serra!
Parou, seguiu à frente, a penetrar na terra,
- e  como  uma  criança  alegre,  no  recreio,
a passear na cidade e a cortá-la no meio -
desde então, para lá, para cá, num vaivém,
é  a  nota  pitoresca  que  a  cidade  tem!

Chega e se vai depois sempre no mesmo rumo,
deixando na montanha um penacho de fumo...

A cidade cresceu... Os anos se passaram...
Uns, desceram a serra e nunca mais voltaram;
no entanto, outros que vieram, vieram e aqui estão
com os seus ramos pelo ar e as raízes no chão!

E entra ano, sai ano, - em eterno vaivém, -
batendo o coração do sino... passa o trem...

  (  J. G.  de Araujo Jorge   in
    "Canto à Friburgo"   - 1961 )


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