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 "
A OPERÁRIA DE FRIBURGO "

Manhã. Começa a batalha.
Ei-la  a  passar...  correr...
Formiguinha que  trabalha
Para  a  cidade  crescer.

No frio da madrugada
(e o dia ainda não clareou)
... ela se vai apressada
pois o apito já tocou...

Tenho por ela uma enorme,
uma imensa simpatia...
(Enquanto a cidade dorme
a formiguinha já fia)

Formiguinha tecelã
em sua faina diária
... a neblina da manhã
é o seu xale de operária
.............................................

(Por ironia trabalhas
tão cedo a juntar os grãos
mas as riquezas que amealhas
não ficam em tuas mãos.)

Formiguinha, minha amiga
que estas sempre a trabalhar,
- toma esta cantiga
que eu quero ver-te cantar!

  (  J. G.  de Araujo Jorge   in
    "Canto à Friburgo"   - 1961 )


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