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" IV -
ALBERTO BRAUNE "
Noite e dia, na praça, sobre o pedestal
que a cidade lhe ergueu num gesto fraternal,
o velho Alberto Braune olha o trem e a cidade,
com o mesmo antigo olhar de carinho e bondade.
Friburgo já não é a povoação de outrora,
parece outra cidade em seu viver de agora:
o arranha-céu cresceu no lugar da palhoça,
e já é moça moderna a menina da roça!
Ao seu olhar de bronze, eterno, sem visões
vão se multiplicando as novas gerações,
e seu gesto sereno, lá do alto, parece
proteger a cidade que vive e que cresce!
Correndo, ao seu redor, pela praça, as crianças,
são revoadas sem fim de inquietas esperanças;
e alheias à atenção do seu olhar parado,
são o futuro a viver em frente do passado!
Mais adiante, a Matriz guarda os restos mortais
de Monsenhor Miranda em seu sono de paz:
por mais de meio século espalhou seus grãos
segundo a crença e a fé dos primeiros cristãos...
( J. G. de Araujo
Jorge in
"Canto à Friburgo" - 1961 )
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