Julia Gomes

Registrado: 19/02/04 Mensagens: 3 Localização: São Paulo
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Enviada: Ter Fev 01, 2005 2:18 pm Assunto: Euclides da Cunha |
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Esta é a história que Euclides da Cunha, o Autor de Os Sertões, não escreveu nem idealizou, mas foi o personagem principal. A tragédia da Piedade, ocorrida em 15 de agosto de 1909, quando o escritor acabou morto pelos tiros do amante – Dilermando de Assis – de sua mulher Anna.
Três anos depois de casar, Euclides da Cunha é nomeado engenheiro da Estrada de Ferro Central do Brasil e passa a viajar com freqüência. Em 1987, ele é enviado como correspondente do Jornal O Estado de São Paulo para cobrir a Guerra de Canudos, no Interior da Bahia. As longas e constantes viagens do marido, deixam sua mulher, Anna, solitária. Insatisfeita com o casamento, ela acaba se envolvendo com Dilermando de Assis, jovem aspirante do exército. Quando a possibilidade de um amor completo surge na pessoa de Dilermando, ela se entrega totalmente.
Mas Euclides acaba por descobrir o romance secreto da esposa. Na manhã do dia 15 de agosto de 1909, Euclides da Cunha sai armado para dar fim à situação que há muito o atormenta. Depois do flagrante há uma troca de tiros em que o amante é ferido e o marido morto. Condenado pela opinião pública, o jovem militar é julgado e absolvido, graças ao bom trabalho de seu advogado, o Dr. Evaristo de Moraes.
Dilermando casa-se com Anna.
Sete anos depois, nova tragédia coloca os dois de volta às páginas policiais:
Euclides da Cunha Filho, o Quindinho, tenta vingar a morte do pai mas é morto por Dilermando. Novamente o militar vai a julgamento, e mais uma vez é absolvido.
Após 14 anos de casamento e grandes dificuldades, Anna descobriu que estava sendo traída.
"Você é o único homem que não tinha o direito de prevaricar",
disse a Dilermando ao se despedir, jurando que ele não mais a encontraria. Anna muda-se com os filhos para a Ilha de Paquetá.
Dilermando casa-se com Maria Antonieta de Araujo Jorge a “Marieta”, nascida em Maceió, a 13 de junho de 1986, e com ela tem uma filha: Dirce. No leito de morte, em novembro de 1951, após ter sofrido um derrame cerebral, ele chama pelo nome de Anna, que havia morrido quatro meses antes, de câncer no pulmão. |
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