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"
Belezas "

   
Há a belezas sem formas, - bárbara e impura,
da natureza agreste e dos céus irritados...
- a beleza da dor, da morte, da tortura,
dos homens infelizes e dos desgraçados...

Há a beleza das formas, - elegante e pura,
dos símbolos pagãos e dos céus azulados
- a beleza feliz que há nos esperançados
da Vida – e nos que podem conquistar ventura...

Para aquela – o meu verso é a estrutura de um grito
que se pudesse ser nos céus petrificado
cairia no mundo como um aerolito !

e para esta – o meu verso é a estrutura de um som
que se pudesse ser nos céus marmorizado
ergueria na terra um novo Partenon !


( JG de Araujo Jorge - extraído do livro
" Festa de Imagens " 1a edição 1948 )


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