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"
Eu Sei Que Era "

    
Não, não eram teus olhos, que eles estavam cerrados
e embriagados
de misterioso vinho;
nem eram tuas mãos, que elas tateavam
tontas de carinho;
nem era a tua vontade, que havias perdido de ti mesma,
e não encontrarias o caminho....

Eram teus lábios sim, e a tua voz que ainda lutava
com ternura,
num débil balbucio sem alento:

- "Meu amor, é loucura!..."

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Eu sei que era! Eu sei que era!
Louco também é o sol, a noite, o mar, o vento!
os pássaros, a terra, o céu, a primavera!


( Poema de JG de Araujo Jorge - do livro
Eterno Motivo; -  Prêmio Raul de Leoni,
da Academia Carioca de Letras - 1943 )


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