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 " Estranho Destino ..."
 
  Ficará ressoando indefinidamente
 no bronze de tua carne moça de adolescente
 essa música infinita
 que ainda às vezes escuto, e ainda às vezes me agita
 na lembrança das horas distanciadas. . .
 
 Eu fui no bronze vivo de teu corpo, o primeiro
 som!
 - o toque matinal e alvissareiro
 das primeiras badaladas!
   
 Que a tua carne morena, esplêndida e tropical
 trouxe o estranho destino
 musical
 de um sino!

   
( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
Eterno Motivo; -  Prêmio Raul de Leoni,
da Academia Carioca de Letras - 1943 )

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