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"
Mensagem "


Meu verso irá diretamente ao povo
sem intermediários
sem tradutores
como o jornal, coo o sol, como a chuva, a necessidade.

Falo a língua da poesia – o esperanto das imagens e dos símbolos
é o meu idioma,
pairo acima das fronteiras como as nuvens
não me contenho em casas, cidades, ou limites.

Meu verso será a rosa e o pão de cada dia
que a oração promete e não cogita
e não dá,
e mesmo que eu esteja adiante, e seja amanhã, amanhã inevitável
os homens me compreenderão porque eu sou a ligação
entre os seus desejos e as suas revoltas.

Meu verso será como o jornal que depois d elido
embrulhará a laranja e o pão e não morrerá,
surgirá noutra manhã para novas expectativas
e será fogo, e servirá.

Que glória poderá desejar meu verso do que esta de ser simples e útil
descer até o povo, levar o povo na mão,
subir se possível, com o povo.

Não ser snob, não ser besta. Pregar.


(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Estrela da Terra" 1a edição - 1947  )


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