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" Fascismo "


Salto no vácuo, vôo cego,
esmigalhaste milhões com teu impulso.

Tua presença anticatalítica, antifraterna
impediria a grande comunhão.

Tua existência é fatal como o fogo na biblioteca
como a enchente na plantação.

Sairás como a pedra para que haja o túnel
sairás como a mordaça para que haja cantos.

Em vão lançaste âncoras, raízes, amarras,
as juventudes serão reconstruídas
começaremos na base.

Não tentes persistir.  Abriremos as sombras meio a meio,
o radar te morderá os calcanhares,
ficarás nu no holofote, antes do fogo,
se preciso, te arrancaremos com as mãos, como erva daninha.
Nunca mais as culturas ficarão sem sol!


(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Estrela da Terra" 1a edição1947 )


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