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" Discurso do Amazonas "
Há sempre voluntários, por isso creio no Brasil.
Há sempre boa fé, em todo caso fé, por isso creio no Brasil.
Creio no meu povo.
Largaram o sol, viraram "brabos", furaram a solidão,
na gaiola, no regatão, na montaria.
Ordenhassem a floresta, e seria o outro branco!
como o leite a escorres do seio misterioso.
Ouviram o discurso. Seria a fortuna.
E a floresta avançando, como um tanque fantástico,
e a invisível metralha da malária,
- garça na praia, araras no céu, cadê tempo?
Peito aberto, sem armas, sem defesas,
- terçado e tigelinha, nada mais, -
nem havia comandantes, nem havia trincheiras,
só a imensa solidão irremediável
se retirada.
Não era discurso. Era traição.
Nem houve batalha, nem houve conquista
apenas massacre.
(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Estrela da Terra" 1a edição1947 )
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