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" Decifração "
Não há cósmico, telúrico, imponderável,
não há palavras,-
há a luta - por dentro e por fora, - há a luta,
Não há complexos, metafísico, insondável,
peixe no tempo, amada no espaço,
trombetas semafóricas.
Há a gangorra, dois pratos só,
um cheio, que peso! outro, vazio.
Um dia virá o equilíbrio. Tudo simples,
sem complexo, cósmico, telúrico, discurso,
murro na mesa,
não haverá pratos vazios: os dois pratos estarão cheios.
Peço a palavra. Tem a palavra.
Mas para que falar?
Haverá o amor e a beleza nos chamando.
Para que falar?
(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Estrela da Terra" 1a edição1947 )
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