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"
Chegaremos "



Parece que não, mas chegaremos .
A agulha aponta para o Norte, imutável Norte .

E o povo acenará seus lenços
numa revoada de paz .

Não será no alto, não será em baixo,
no mesmo plano nos encontraremos,
apenas nos ouvirão e acreditarão em nós
apenas estaremos em vários lugares
na mesma marcha do povo.

Mas nossas mãos se darão, mesmo distantes,
se comunicarão,
porque haverá outras mãos, outros elos,
seremos uma corrente
empenhados no mesmo esforço.

Não importa se os elos terão formas diversas
e tamanhos diversos,
importa é que estaremos todos unidos, na mesa corrente
no mesmo esforço.

Importa é que a corrente será inquebrável
e todos chegaremos.

Como homens livres. Não como barqueiros do Volga.


(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Estrela da Terra" 1a edição1947 )


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