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" Canto ao Futuro "
O trabalho não pesará. Será como a tua cabeça
que carregas todos os dias sem sentir.
Os caminhos serão os mesmos - subindo as montanhas -
rasgando as planícies - serão os mesmos -
A inveja não minará a bondade
a bondade não será apenas a face que ri.
Nem haverá caridade. - só a justiça -
ninguém agradecerá, ninguém se curvará,
a gratidão se purificará.
Todos chegaremos a ser homens
depois de ser crianças,
não virá a ferramenta
sem passar pelo brinquedo,
não chegará a ciência
antes da história de fadas,
A necessidade não atropelará a infância .
Oh! a infância, sagrada infância!
não será privilégio, - estará em todos os passados,
subiremos a serra para encontrá-la .
Sairá das tuas mãos o que nela estiver
teu cérebro trabalhará contigo para melhor ate ofereceres.
Não haverá rumos impostos,
escolheremos a direção.
Nem haverá boléias, - todos conduziremos
os nossos carros, as novas vidas.
(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Estrela da Terra" 1a edição1947 )
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