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" Canto de Ódio e Amor "
I
Sempre nos encontraremos
não adianta fugir, nos encontraremos .
Meu passo estará adiante, minha mão estará à frente
aguçada coma uma lâmina.
Sim, sou cristão . Sei amar a odiar com justiça .
Não darei a outra face à bofetada
nem terás tempo .
Só que não merecias a terra, a doce terra democrática,
onde te dissolverás com antecedência
para que o ódio termine.
Meu irmão, ire buscar-te, no fundo do abismo de mil degraus
nos feriremos juntos, as mãos, o coração,
dividirei o meu gole dágua
entregarei meu pão, cederei minha cama .
Oh! o amor, sim amarei! - Mais que meu braço, secarei meu corpo
me dispersarei na total doação, terei mil corações,
descansarei no grande berço, na doce terra democrática,
para que haja amor.
(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Estrela da Terra" 1a edição1947 )
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