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" O Que Eu Sei... "
O que eu sei é que estou sofrendo
e que a tua lembrança continua
como um trilho, por onde roda inútil minha vida,
sem outro rumo.
Já não adianta querer libertar-me.
As fugas para outros amores
são desencontros contigo.
Estás sempre como a borra dos velhos vinhos
no fundo das taças.
Nem adianta embriagar-me. Então voltas
com o ímpeto
da liberdade
e irrompes no coração
(de repente esquecido de todas as conveniências),
a gritar por teu nome como quem grita por socorro.
( Poema de J.G. de Araujo Jorge
do livro "ESPERA..."- 1960 )
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