 Noturno nº 5 Estou vazio com um salva-vidas, sem vida, flutuando sobre o mar Há um rádio não sei onde, acenando uma alegria distante e inútil à minha angústia sem remédio. A noite perdulária esbanja estrelas e não percebe que me oprime, eu, que não posso sorve-la , eu, que estou em solidão. A lua é um exagero, e faz mal aos meus nervos, golpeia a minha face para um duelo de amor que ficará sem resposta.  |