"Maldade "


Tu podes ser igual a todo o mundo

teres defeitos mais que toda a gente,

- que importa ? se este amor cego e profundo

teima em dizer que te acha diferente !

 
Para mim (eu que te amo como um louco)

os que falam de ti são línguas más,

- ah ! todo o amor que te dedico é pouco

e é sempre pouco o amor que tu me dás !


Sou a sombra que segue os teus desejos

e aos teus pés, numa oferta extraordinária

a minha alma vendeu-se por teus beijos...


Falam de ti... Escuto-os... Fico mudo...

Quanta maldade cruel, desnecessária

se eu já sei quem tu és... se eu sei de tudo !


(Poema de JG de Araujo Jorge extraído

do livro " AMO ! " 1a edição 1938 )



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