 Despedida Toda vez que nos despedimos, tontos de amor, enquanto me afagas, enquanto te afago, teus olhos escuros, vidrados, tem um brilho interior de lua no fundo de um lago... Toda vez que nos despedimos à espera de uma inquietante outra vez, enquanto recostas tua cabeça em meu peito te olho nos olhos, pensando que nunca nos vimos, e me olhas também, mas parece que não me vez... Toda vez que nos despedimos, - toda vez - há um mundo de ternura em teus olhos, um mundo estranho e profundo, como os reflexos da luz , no vinho que ficou no fundo de duas taças, após a embriaguez...  |