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Na Curva Extrema... "


Chegamos mesmo a um ponto em que é impossível
continuarmos adiante, o mesmo passo,
e o que é estranho afinal é que ainda te amo
sinto que te amo e que me fazes falta...

Há mistérios no amor, inexplicáveis,
Há caminhos na vida que ninguém
pode prever onde darão, nem como
hão de findar, além da curva extrema...

Insustentável nos parece o sonho
que equilibramos sobre um fio apenas,
não sei o que pensas sobre o outro lado,
sei que me perco, me acovardo, e paro.

Ha, bem quisera com desprendimento
te desejar toda ventura, toda
que não pude ou não soube te ofertar,
e hoje sei, tão distante... inalcançalvel...

Talvez jamais isto se dê, no entanto
se tiver que se dar, que acontecer,

que eu tenha forças para merecer-te
ao menos neste instante de perder-te...



(Poema de JG de Araujo Jorge do livro
" Quatro Damas " 1a edição 1964 )


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