

ATexto compilado do livro "Cantiga do Só" página 09, 2a edição - Editora Vecchi - 1968.
J.G. - Respondendo aos Leitores ( Um pouco da história dos meus livros) Recebo mensalmente, centena de cartas de meus leitores. (70% são cartas femininas). Muitos me fazem perguntas sobre a poesia, a vida, os outros poetas, o amor, enfim, um mundo de perguntas que nem sempre posso, ou tenho tempo para responder. É comum, por exemplo, a pergunta: - O poeta escreve o que sente, o que vive, ou é imaginação? E eu respondo sempre: - A gente começa imitando, acaba criando, como dizia o velho Flaubert. Meus primeiros livros são imitações. Do meio para o fim, criei, colhendo a própria vida. Poesia sem vida e como flor de papel, fruto de matéria plástica, não tem perfume, seiva, sabor. Uma outra pergunta, ingênua, mas compreensível é esta: - Que é preciso para se ser poeta? E a resposta, tão fácil: - Ser. Ser, viver, imaginar, aprender. Só isto. Primeiro, é preciso nascer poeta; depois ir ao encontro da vida; há ainda a imaginação: - as asas para levantar vôo do prosaico; e finalmente, aprender seu instrumento de comunicação. Costumo afirmar: não basta você ter em casa um violino para ser violinista. Muitas das perguntas que me fazem, são a respeito dos meus livros. - Qual o que gosto mais? E eu confesso sinceramente: - Do último, porque é o que está mais perto de mim. Vivemos muitas vidas numa só. Morremos e nascemos em nós, muitas vezes. Há livros que me parecem tão distantes como se tivessem sidos escritos por outro autor. Quando lhes releio as provas, para novas edições, surpreendo-me de que sejam minhas tantas de suas páginas. De um modo geral, os livros são como os filhos. é sempre difícil responder de qual gostamos mais, apesar de reconhecermos que alguns deles se parecem mais conosco. O interesse dos leitores me agrada, me lisonjeia. Gosto de receber cartas embora muitas vezes não possa responder a todas como desejaria. Noutro dia, uma leitora gaúcha, me fez a pergunta: - Qual a história de seus livros? E ela mesma comentava: "Acho-os tão diversos entre si, quase como se fossem de poetas diferentes". Seria longo tentar responder, integralmente, a pergunta da minha leitora. Não apenas os livros tem a sua história, mas, cada um dos poemas. Entretanto, esta me pareceu uma boa oportunidade para dizer alguma coisa sobre os livros. E deste modo estarei respondendo também a tantas outras cartas, informando sobre detalhes que minhas amáveis leitoras, às vezes, desejam saber. Procurarei ser breve, porque afinal os livros já ultrapassaram a duas dezenas.
Costumo dividir os meus livros em dois tipos: poemáticos e coletâneas. Poemáticos no sentido de obedecerem, como um único poema, a um só motivo. traduzindo um mesmo estado de espírito e quase sempre, por isto escritos em poucos dias. Coletâneas, quando representam a reunião de poemas, escritos, em períodos mais longos, sobre temas diversos, em estados emotivos suscitados por fatos diferentes. Os livros coletâneas, são como "colchas de retalhos, mosaicos. Os livros poemáticos, são eruptivos, correspondem a um impulso criador mais forte e intenso. Possuem unidade. surgem quase sempre de um acontecimento marcante em minha vida. Geralmente, enquanto vivo, não escrevo. Os poemas são feitos nos momento de pausa, e a poesia não é afinal senão uma ressonância da vida, no espírito do poeta. Eu próprio escrevi há tempos, na "Carta a um Poeta" que se encontra no livro "AMO!" "Poesia é ressonância é música à distância é ânsia, voz que vem não sei de onde, e que canta na sombra e fica suspenso no ar... Se a vida é a noite, a sombra... a poesia é o luar!" E noutro trecho do poema: "Os poetas são, pelo mundo, ora uma sombra amena e distraída que erra, ora uma luz serena e colorida que a essência da própria Vida descerra, - são sobre-humanos troféus: as lembranças que os deuses deixaram na terra depois que um dia voltaram para os céus!" Quando estou demasiado ocupado com os sentidos, não tenho tempo para a palavra. Mas, a verdade, é que, enquanto vivo, vou me "carregando" de emoções. O "eu" vai ficando tenso, acumulando nuvens como um céu de verão, e um belo dia, imprevistamente, cintilam faíscas de idéias, e a criação é como uma chuva interior, desanuviando o espaço e fecundando a terra. Assim surgem os livros que costumo chamar de poemáticos. Após escrevê-los, me sinto limpo, claro, aliviado, como um céu depois de um temporal. Outra coisa: o ato de escrever, em mim, é sempre imprevisível. Não tenho hora nem lugar para escrever. Nunca sei verdadeiramente quando vou escrever. Normalmente, minhas horas de escrever são à noite, pelas madrugadas, no silêncio do mundo que dorme seu sono múltiplo e infinito ao redor. O ato da criação é um desabafo, um transbordo, surge como uma necessidade insopitável de auto-confidencia. Nem sempre escrevo quando tenho tempo. O fator tempo não tem a menor relação com, o ato da criação. Às vezes, quando aparentemente não tenho tempo, é que escrevo. Escrevo quando preciso. Escrever é uma necessidade funcional, e quando ela se manifesta sou compelido à sua realização esteja onde estiver, seja qual for o momento. Já me levantei da cama, dentro da noite; já parei meu carro, em pleno "rush", no meio da rua; já pedi papel mesmo de embrulho, porque não havia outro, a um garçom num bar; e, tudo, simplesmente, para escrever. De repente a vida se agita, bate dentro de mim, cintila, vira palavras que começam a se ordenar no espírito, e tenho que libertá-la. Arte é libertação. E que indescritível a alegria da criação! Me lembro de que, - em meus tempos de garoto, - havia um viveiro de pássaros na casa de meu avô Tinoco, em Botafogo. Quando eu podia, abria a portinhola para que fugissem. As vezes penso que é uma alegria igual à que então experimentava, ao ver os pássaros alçarem vôo, e desaparecerem... Os livros que chamo de coletâneas, eu os vou escrevendo aos poucos, respingados da vida de todos os dias. Digo às vezes, em tom de brincadeira, que eles surgem quando me disponho a "limpar as gavetas". Realmente, certos dias resolvo arrumar os papéis desentulhar pastas - começo a selecioná-los, separá-los, rasgá-los, e ao final percebo que tenho nas mãos um punhado de poemas E que isto daria um livro. Procuro então um título, "batizo" a nova obra, e entrego-a à "cegonha", digo, ao editor. As coletâneas são como buquês. Flores de todos os tipos reunidas num mesmo ramalhete. Dito isto, vejamos como dassificaria os meus livros. MEU CÉU INTERIOR, o primeiro, é uma coletânea. Foi a primeira que organizei, selecionando trabalhos escritos entre os 15 e os 18 anos. Poemas da época em que era colegial do Colégio Pedro II, e estudante dos primeiros anos de Direito. Guilherme Figueiredo, meu colega de Faculdade, achou-o "stecchetiano". Joaquim Ribeiro, meu companheiro de "Café Amarelinho" escreveu dizendo que era "anacreôntico". Quando publiquei a 2a edição retirei alguns poemas que me pareciam mais fracos, substituindo-os por outros da mesma idade sentimental. Hoje, não assinaria senão uns 20% dos seus poemas. Entretanto, tenho encontrado muita gente que me afirma "ser o livro de que gosta mais". Nelson Rodrigues me disse isto, muito embora eu verificasse que só conhecia dois ou três dos meus livros, e justamente os primeiros. Na 5.a edição, juntei dois sonetos encontrados em velhas pastas, e que não sei porque não tinham sido incluídos nas primeiras edições. BAZAR DE RITMOS, meu segundo livro, é também uma -coletânea , mas eu diria, com um vago sentido poemático. É que todos os seus poemas pertencem a uma fase de transição. É um livro que retrata minha adolescência, com suas inquietações, seus anseios, suas dúvidas. Escrevi certa vez: "este livro marca meu primeiro encontro com a Vida. Se MEU CÉU INTERIOR é mais sonho, impressão imaginativa e romântica das coisas, o romantismo de BAZAR DE RITMOS lança as suas primeiras raízes na terra dos sentidos." Também ao "Bazar" acrescentei, a partir da 5a edição, juntei alguns "poemas retardatários", que não tinham sido incluídos nas edições anteriores, e encontrados muito tempo depois.
AMO!, meu terceiro livro, está dividido em duas partes: "De olhos abertos", e "De olhos cerrados". A primeira, é coletânea; a segunda, poemática. Numa reuni poemas de inspiração diversa, colhidos aqui e ali. Em "De Olhos Cerrados" está toda uma história de amor já vivida. Entre os meus primeiros livros, - os da fase inicial, - clássico-romântica, que vai até A OUTRA FACE, AMO! - tem sido o de melhor receptividade, Encontra-se já na décima-terceira edição, com mais de cem mil exemplares vendidos. De AMO! em diante, eu poderia resumir: a)São coletâneas -. ETERNO MOTIVO, FESTA DE IMAGENS, O CANTO DA TERRA, MENSAGEM e este CANTIGA DO Só. b)São poemáticos: CÂNTICOS, primitivamente publicado com o nome de CÂNTICO DO HOMEM PRISIONEIRO!, A OUTRA FACE, ESTRÊLA DA TERRA, HARPA SUBMERSA, A SóS, ESPERA e QUATRO DAMAS. Na ordem em que estão citados, uma palavra sobre cada um: -- - ETERNO MOTIVO, quando publicado, levantou o "Prêmio Raul de Leoni" oferecido pela Academia Carioca de Letras para o melhor livro de poesia do ano. Surpreendi-me com a vitória, pois, sinceramente, acredito muito pouco em concursos, no Brasil. O livro MEU CÉU INTERIOR obteve "Menção Honrosa" na Academia Brasileira de Letras. Animei-me, e mandei o BAZAR DE RITMOS. Dados os resultados, nada consegui Anos depois, Guilherme de Almeida, que fora o relator do Concurso naquele ano, me diz, que nunca lera o livro... O "eterno motivo" que serve de inspiração à obra está definido no primeiro verso, do primeiro poema: "Não me envergonho nunca de falar de amor". - FESTA DE IMAGENS "nasceu" realmente de um "limpar de gavetas". Encontrando, por acaso, na antiga Livraria Civilização Brasileira um seu Diretor, que vivia em São Paulo, este me perguntou se não tinha os originais de algum livro novo. E me disse que editaria o livro com muito prazer "pois eu era a poeta mais lido, em S. Paulo." Apesar de já ter entregue praticamente todos os meus livros à Editora Vecchi, prometi arranjar-lhe os originais. Chegando em casa "limpei" as gavetas e pastas. E ao final, tinha o material a que dei o título de FESTA DE IMAGENS, e cuja primeira edição foi lançada pela Civilização Brasileira, (Editora Nacional) de S. Paulo. Entretanto, a partir da segunda edição, saiu também pela Editora Vecchi. O livro está dividido em três partes: FESTA, IMAGENS, FANTASIA. As duas primeiras são coletâneas, a terceira é realmente um único poema, que acabei por dividir em vários poemetos. Era minha intenção até, publicar essa terceira parte como livro separado, com o título de "Terra de Canaan", mas acabei por integrá-la ao FESTA DE IMAGENS. O poema "Serei... Serás..." que está no livro ETERNO MOTIVO, é um pedaço desse poema que seria o "Terra de Canaan." OS livros poemáticos são os que marcam etapas na minha vida. Representam os momentos mais fortes, mais líricos, mais dramáticos. Eis algumas palavras, sobre cada um deles: - CÂNTICOS, cuja primeira edição foi lançada com o título de CÂNTICO DO HOMEM PRISIONEIRO, eu o dividi em duas partes. Na primeira está o poema que deu título ao livro, um único e longo poema escrito em apenas três noites, num bar da rua da Lapa, o antigo 49, em meus tempos de boêmia desenfreada. Fracionei o livro em poemas, mas a sua unidade é evidente. Na segunda parte do livro, acrescentei o CÂNTICO DOS CÂNTICOS, um poema cristão-socialista, que saiu pela primeira vez no "Correio da Manhã", e que obteve larga repercussão quando publicado. CÂNTICOS é um livro de mocidade, de mocidade com todas as suas ânsias, desejos, insatisfações Como eu digo no "Pórtico": "Este é um livro de tédio e revolta, é verdade, mas também de otimismo e de fraternidade!. - A OUTRA FACE é o meu instante burguês, nem por isso, sem poesia e lirismo. Retrata aquela fase de minha vida em que consegui conquistar os meus primeiros recursos materiais, em que alcancei minhas vitórias iniciais. É um livro escrito depois de casado. Nele se alternam o canto e o trabalho, a construção e o amor. Sua dupla personalidade poderia ser observada em poemas como: Meu Mundo, e A Geladeira. E o que dizer de ESTRELA DA TERRA? Foi todo escrito depois que me envolvi, (com todas as minhas forças e a vontade de realizar alguma coisa) numa campanha política como candidato a Deputado. Se tivesse sido eleito talvez não o tivesse escrito. É um livro político, porque assim se impôs, assim se plasmou. Escrevi-o por absoluta necessidade. Não conseguindo eleger-me, e com um mundo de idéias a debater-se dentro de mim, o que estava em meu espírito teria que irromper de alguma forma. E transformaram-se em poemas, o que, em outras circunstâncias, seriam discursos, mensagens, projetos, toda uma luta enfim. Não me deram a tribuna que tanto desejava, construí a minha própria. ESTRELA DA TERRA é talvez o único livro de poesia política do Brasil. Escrevi-o em poucos dias, num impulso. Jan Zach, grande pintor tcheco a quem entreguei os originais para fazer a capa, devolveu-os não apenas com a capa, mas com dez bicos de pena, ilustrações para diversos. Explicou-me: "Não pude me conter. A sinceridade e a força do livro me contagiaram, e eu senti necessidade alguma coisa também." Quando o livro foi publicado, os nossos críticos, que na sua maioria se submeteram ao regime facista de suborno e medo o chamado "Estado Novo", não disseram uma palavra. Apenas Lucílio de Castro, numa antiga página literária no jornal "O Globo" publicou um artigo: "Poesia de hoje para os melhores dias de amanhã", que costumo incluir como apêndice, em outros livros, para divulgar o ESTRELA DA TERRA até hoje com apenas uma edição. (Recentemente, em MENSAGEM, também de poemas políticos, incluí alguns poemas de Estrela da Terra. MENSAGEM saiu pela Civilização Brasileira.) Com Estrela da Terra, meu editor, o Vecchi negou-se a editar o livro, depois que o imprimira, sem tomar conhecimento do seu conteúdo. E o livro acabou saindo como "edição do autor". - HARPA SUBMERSA é, para mim, um livro doloroso, traduzido em hora amarga, quando minha vida parecia sufocar-me. É a história de amor perdido, irrecuperável, de angústia, portanto. Escrevi certa vez: irrompeu do coração em cantos, nessa sensação de que morreria se não desabafasse. "...0 que me falta é a coragem de fazer como Gauguin e ir pintar as ilhas e as mulheres dos mares do Sul..." Considero-me um poeta moderno, romântico. Este livro é, entretanto, em muitas de suas páginas, dramático, tal como A SóS... e ESPERA.
- A Sós... e ESPERA São duas faces da mesma moeda. Como disse o editor na "orelha" de um dos volumes: "No fundo são um grande e largo poema de amor, fracionado em pequenos cantos que perturbam e emocionam, pelas flagrantes e inevitáveis coincidências humanas de suas revelações." Entre HARPA SUBMERSA e estes dois livros há um espaço de mais de dois anos, em que praticamente nada escrevi. Tinha a impressão de que o poeta morrera em mim. Que nada mais tinha para dizer. De repente, em poucos dias, - menos de um mês, - escrevi todos os poemas que se encontram em A SóS... e ESPERA. São os meus livros, de vendagem mais rápida. O primeiro, com cinco edições em pouco mais de dois anos, já possuindo cerca de 40 mil exemplares vendidos. O segundo, já com quatro edições esgotadas e a quinta, a sair.
Além destes livros de poesia, tenho publicado, duas antologias, com trabalhos alheios, e duas, com meus próprios trabalhos. As primeiras são: a ANTOLOGIA DA NOVA POESIA BRASILEIRA, esgotada há cerca de 15 anos, e que não poderei reeditar, a não ser que a refunda completamente; - e OS MAIS BELOS SONETOS QUE O AMOR INSPIROU, em três volumes; o primeiro, contendo sonetos de poetas brasileiros de todos os tempos, escolas e estilos, selecionados por mim, com notas e informações. Os volumes II e III são de sonetos estrangeiros, traduzidos por mim (traduzi cerca de 150 sonetos) e por alguns poetas especialmente convidados. Os três volumes somam 1.000 sonetos, e constituem a maior mostra de poesia universal ao alcance do leitor brasileiro A minha própria antologia é: MEUS SONETOS DE AMOR, uma coleção de sonetos retirados a vários livros, e POEMAS DO AMOR ARDENTE, uma seleção dos meus poemas de tom mais sensual e romântico. Lancei ainda dois livros de trovas: CANTIGAS DE MENINO GRANDE e TREVOS DE QUATRO VERSOS. Os livros: CONCERTO A 4 MÃOS e DE MÃOS DADAS, feitos de parceria, reúnem meus poemas, e as poesias de Maria Helena, poetisa portuguesa, em resposta às minhas. Nos volumes, incluí pequenos prefácios contando a história de nosso "encontro poético" e dos nossos "diálogos líricos". Possuo ainda dois livros em prosa: o romance UM BESOURO CONTRA A VIDRAÇA, em 8.a edição, (sem contar a edição "livro de bolso") contando uma história de amor, intensa, real. Sobre o livro escreveu Làzinha Luiz Carlos: "É um livro que nos toma pela garganta e nos conduz brutalmente à asfixia da explicação final"; - e o ensaio político-econômico, debatendo o problema agrário brasileiro: BRASIL, COM LETRA MINOSCULA, (retrato do Brasil, tamanho 3 x 4). Esse livro é um Comentário crítico e polêmico sobre a atualidade brasileira e os chamados problemas de base. Sem a crítica de "igrejinha" das grandes capitais, o livro obteve uma profunda repercussão na imprensa do interior, o que me satisfez, pois é no interior que ainda se lê realmente e se julga com isenção. Há ainda um livro de poemas dedicados à cidade de Friburgo em edição de uma livraria da terra, a que intitulei: CANTO A FRIBURGO. CANTIGA DO Só é uma coletânea. Alguns dos seus poemas são anteriores a SóS... e ESPERA, e deixaram de ser incluídos em HARPA SUBMERSA porque necessitavam de pequenos retoques que só foram feitos posteriormente. Há neste livro um soneto de mais de vinte anos: "Gula". Escrevi-o sob encomenda, para a revista "O Malho", já desaparecida, que o publicou numa série de sonetos sobre os pecados "capitais". Encontrei-o agora, na velha publicação, já meio amarelada, e resolvi aproveitá-lo. Muitos dos poemas, dos escritos recentemente, tem merecido por parte dos ouvintes do meu programa literário, na Rã&o Tupi, aos sábados, ás 18,30 horas, reiterados pedidos de leitura e cópias. (1) "Mulher Grávida", "Vermelho e Branco", "Carta ao Futuro de Meu Filho", são, por exemplo, alguns dos trabalhos que mais me pedem para apresentar no programa. Agora, uma notícia final: Quando me dispus a "limpar as gavetas" para preparar os originais deste CANTIGA DO Só, encontrei tanto material, que resolvi enfeixá-lo noutro volume. Deste modo, depois de sua publicação, espero lançar uma nova coletânea de versos líricos, cujo título será: QUATRO DAMAS. (2) Os leitores já terão compreendido que hão de encontrar em suas páginas, - pelo menos mais nitidamente, - quatro perfis de mulher... de diferentes épocas da minha vida... Talvez o melhor título fosse: QUATRO DAMAS... E UM CURINGA... Este pobre curinga, incorrigível trovador, a dedilhar em seu gasto bandolim vis cantigas de amor... 1) O programa apresentado depois na Rádio Nacional, foi "cassado" pelo SNI , ao tempo do Governo Castelo Branco, pelo Gal. Goiberi do Couto, porque apresentei no mesmo, poemas do meu livro MENSAGEM, lançado pela Editôra Civilizacão Brasileira. 2) Quatro Damas, já foi publicado, em 1966.
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