

OPINÕES QUE O TEMPO CONSAGROU "O autêntico poeta do povo do Brasil, 'o poeta das massas, como judiciosamente assinalou Carlos Drummond de Andrade, é um jovem professor no Rio de Janeiro: J. G. de Araujo Jorge. É hoje comum em certos círculos literários da Europa falar-se no poeta chileno Pablo Neruda. De idêntico valor como intérprete do ardente coração latino americano, da pobreza de sua gente, do sentimento e da beleza desse continente, é também J. G. de Araujo Jorge. "Há de chegar o dia, estou certo, em que em todas as antologias de poemas sobre a liberdade, em todas as antologias dos povos livres, serão incluídos os críticos deste profundo e empolgante poeta". - STEFAN BACIU Arbeiter-Zeitung, Suíça, 13/8/49 "Araujo Jorge, na forma e no conteúdo é um poeta eminentemente popular e revolucionário. O Canto da terra foi lançado em pleno regime de terror, como um desafio de inteligência livre quando a imprensa se achava amordaçada, e a polícia ameaçadora toda-poderosa rondava as casas dos inimigos da ditadura. Pela força e pelo fulgor, a poesia de Araujo Jorge pode se comparar à de Pablo Neruda, chegando mesmo a superá-la em muitos aspectos." - EDMUNDO MONIZ, 1943 (Revista Vamos Ler) "Estrela da Terra eleva J. G. de Araujo Jorge à galeria de Whitman e de Neruda, como Cântico do homem prisioneiro e O Canto da terra o situaram no plano de Castro Alves." LUCÍLIO DE CASTRO, O Globo, 21/1/45 "Quem por ventura convive com J. G. de Araujo Jorge não pode deixar de apreciar sua atitude olímpica diante da vida. É ele, na verdade, um apóstolo da Poesia. O verso é para ele uma mensagem para o povo. Detesta o hermetismo. Ama a multidão. Abomina o mistério. Idolatra o entendimento comum de todas as almas". - JOAQUIM RIBEIRO, 1943 - (Prefácio de Meus Sonetos de Amor) "Como se trouxesse água na mão para a boca sedenta e empoeirada, assim nos chega esta Mensagem de J. G. de Araujo Jorge, o mais popular de nossos poetas, o poeta das massas, de maior projeção no Brasil, conforme (apud, citação de Franklin de Sales, na Folha de Minas de 29 de maio de 1943) já tivera a oportunidade de dizer Carlos Drummond de Andrade". - MOACYR FELIX Apresentação do livro Mensagem "Se uma miopia estética me impedisse de reconhecer poesia nos versos de J. G. de Araujo Jorge, haveria o fator claro e indiscutível que mo apontaria como legítimo poeta: não lhe perdoam o inegável sucesso, e, a todo instante, procuram morder-lhe o renome com os dentes compridos e verdes de inveja." RENATO HOMEM Carioca, 12/9/42
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