Comentário sobre o livro AMO ! (10a edição)

        É certamente o mais belo livro de poesias de amor da moderna poesia brasileira. E, seu autor é, há alguns anos, o poeta de maior público do Brasil. Raros livros atigem urna décima edição em nosso país,
principalmente se soubermos que nos referimos à edições de l0 mil exemplares. O interessante é observarmos que esta é uma das razões porque certas rodinhas que se arvoram pretensamente em cúpulas literárias, procuram sabotar a poesia de Araújo Jorge.

        Para eles, escritor que se lê não tem mérito. Como se o grande juiz, em todos os tempos, não fosse o leitor, o povo. Quantas vezes a crítica negou, diante do povo, e o tempo veio confirmar que " a voz do povo
é a voz de Deus"

Seria um contra-senso afirmar que se poderia mistificar durante tanto tempo um número cada vez maior de leitores. Seus últimos livros, ("A Sós. . . " "Espera. . . " apesar de não figurarem oficialmente nas
listas de "best-sellers" feitas à base de interesses de editores; e de noticiaristas) foram os livros de poesia mais vendidos no, Brasil.

        Poeta lírico de alta sensibilidade, com uma poesia comunicativa e autêntica, J. G, de Araujo Jorge é, não apenas o poeta cujos livros se multiplicam em sucessivas edições, mas o que tem sua poesia
difundida pelos programas radiofônicos de todo o pais, reproduzida nos cadernos de poesia dos moços, declamada e decorada, e que, por isto mesmo, merece o título de "poeta do povo e da mocidade".

       Se sua poesia, - a mais forte e profunda mensagem lírica de nossos dias, não é poesia, os "críticos", terão que rebatizar o gênero literário de que se utiliza e que tão larga aceitação encontra.
J.G. de Araujo Jorge, como ele próprio o diz, é um poeta que escreve como anda, como respira, como fala,. A poesia é para ele uma
necessidade essencial e funcional de seu espírito. Não posa de poeta.
        
       Sua grande inspiradora é a vida. E como se considera um homem comum, sua poesia interessa a todos. AMO é o mais belo cancioneiro de amor de nossa poesia viva. Como afirma seu autor: "o povo dá a
mão a minha poesia e faz ciranda na rua". Vamos continuar cantando, portanto, com o grande poeta .