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"
Naturismo "



Foi aprendendo a ler que aprendi a pensar
e hoje pelo pensar sou um degenerado,        
- já foi puro o meu Ser, tal como a Luz e o ar,
          como o ar e a luz de um céu sereno e descampado...

Bem que podia ter esse olhar encantado
         do homem que não sabia onde parava o Mar...
Sendo bruto, talvez eu me fizesse amado!
           Bruto, - que importa? - ao menos poderia amar!

Teria por meu templo o côncavo profundo
  dos céus, e a religião que acaso professasse
correria sem deuses, livre, pelo mundo...  

No pedestal da ciência: - a beleza sem véus!
E o mais sábio seria o ignorante que amasse
a música da Terra e a poesia dos Céus!       


(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
" Concerto à Quatro Mãos  " 1a edição 1961 )


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