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" Ruínas
... "
Quebrados pedestais... Estátuas mutiladas...
- escombros do esplendor da antiga arquitetura,
onde a história repousa envolta na moldura
do tempo, relembrando as páginas queimadas...
Colunas sustentando as cúpulas pesadas
de templos ancestrais - talhados na arte pura,
que o sopro destruidor dos tempos desfigura
na impassível mudez das eras sepultadas...
Pedaços do passado, esparsos, como à espera
de que o homem derrube os derradeiros muros
enquistados de limo e recoberto de hera...
E dos velhos salões, sem arcadas ovais,
- ainda pendem sem côr os quadros mais impuros
como baças visões de antigas bacanais!...
( Poema de J. G .
de Araujo Jorge
do livro "Meu Céu Interior" - 1934)
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