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" Fingida... "
Afinal nosso amor terminou de repente,
e eu nunca imaginei que ele fosse acabar...
Você mentia bem... tão bem, que ingenuamente
maquilo que jurou cheguei a acreditar...
Passávamos nós dois - eu , feliz e contente,
- você, representando um papel singular,,,
E enganamos assim, a nós e muita gente
que acreditou coo eu em nosso unido par...
De tolo - cheguei mesmo a ter uma esperança...
Você soube tão bem representar na vida
que ocultava o ser falsa em seu olhar de criança...
Não me amolo entanto... E só senti porque
ao sabê-la tão falsa, ingrata e tão fingida,
não podia senão ter pena de você!...
( Poema de J. G .
de Araujo Jorge
do livro "Meu Céu Interior" - 1934)
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