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"Duas Almas "
No percurso sem fim da nossa mesma estrada
a minha alma foi sempre tua companheira.
Avançamos assim... deixando atrás a esteira
que descreveu no mundo a nossa caminhada...
Muita vez te senti abatida e cansada
e rezaste na cruz, de algum caminho à beira,
onde uma alma talvez, errante e aventureira
como a nossa atingiu a derradeira estada.
Caminhamos os dois, muito tempo, à procura
da miragem do ideal... E tentamos chegar
ao país legendário e estranho da aventura
Não chegamos porém... Paraste no caminho!
encontraste outra estrada e quiseste voltar...
Voltaste...E eu tive então que caminhar sozinho!
( Poema de J.G . de Araujo
Jorge, do
livro "Meu Céu Interior" - 1934)
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